12 de out. de 2011

Pout Pourri De Mim


Branco. Eu que, por falta da piração que tanto inspira... Repito: Branco. Eu, que sempre tive a palavra cativa nas pontas dos meus dedos, re-e-pito: Branco. Vazio. Depois da enxurrada de pensamentos, confusões e sentimentos, jogadas aos quadrados que um após outro, formam aquilo que no fim, nem eu entendo... A calmaria entediante da eminência do acontecer. Viver na linha tênue e quase-embriagada do quase-acontecer algo-que-não-sei-o-que-é, deixa no corpo, o gosto da espera-do-milagre-que-nunca-aconteceu. E de novo, branco. Pelos cantos, sem piros, suspiros a fora. Hoje, vai ter gosto de hoje, e só por hoje. E os dias que se arrastam parecem-me uma eternidade, quando digo que são dias de saudade. D'uma alma, que vive nos meios, procura começos, detesta os fins. Eu vou. Tô indo pra onde minha brisa me levar. Sinta-se a vontade pra me acompanhar. E, nos fragmentos, monto e re-descubro a história que o passado não-distante, insiste em não cobrir. A história, que instante atrás... Agora, não sei mais. Branco. Vazio. Pleno. Completa a mente, com a mesmisse de me descobrir desconhecida de mim. E, num pout pourri quase sem fim... Com os embaralhos das palavras posudas assim, termino o que eu chamo de Uma História sem Fim.