4 de fev de 2011

à riscar.


meu corpo é fechado.
meu santo não é de barro.

eu sou vaso ruim, já caí não quebrei.
já rí na cara do perigo, meu destino desafiei.
7 vidas? perdi as contas! ultrapassei.

já caí, me machuquei.
mas como aquela lenda,
nas cinzas me fiz, e dela eu voltei.

eu vivo do arrisco,
me alimento de poesia, certezas e petisco.


meu dedo na figa, vive cruzado.
hoje eu tô sozinha.
pro teu bem, nem vem pro meu lado.

hoje, eu não respondo por mim.
hoje eu acordei assim,
de ovo virado.
e pra bom entendedor,
acho que o recado tá dado.

2 comentários:

Ná disse...

Eu ando acordando assim faz um bom tempo...

Racionalismo Filosófico e Espiritual disse...

Meu Deus, ess pessoa é impressionante!

Fez pra mim foi????