12 de dez de 2008

simula ação

olhos de cigana, oblíqua e dissimulada.
afogados na ressaca, de ressaca e rancor.
olhos de menina, de afago, amargor.

olhos mareados, recheados com poesia.

olhos de janela, que escacaram nova luz,
luz do dia.

que superam, não adoram...

devoram.

decifram, devoram.

não mais choram, percorrem infinitos de mares,
de sonhos, delírios e desejos.

olhos, mareados.
profundos, profanam a tua existência.

eminência do teu ter.

olhos, de cigana.
oblícua e dissimulada.
afogados na ressaca, de ressaca e rancor.
olhos de não mais, de adeus menina,
de mulher.

simulam a certeza em ressacas e tormentas de dúvidas.

afagam medos escondidos, desejos proibídos,
você.

abraçam o incerto, nova paz, de nunca mais preto e branco.

olhos de cigana, oblícua e dissimulada.
por fim, enfim...
afogados em um mar,
só meu.

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