13 de jun. de 2011

volta ar.


Meu olhar no horizonte inverso da estrada, reflexe e vê:
o brilho das minhas brasas, se multiplica no chão.
Meu pensamento em você,
ainda tenta entender, pra qual dos rumos as coisas vão.
Além da história, dos anos que já perdi de vista...,
o suíngue é novo, me faço de equilibrista
nas cordas do picadeiro, no feixe de luz da minha vida.
Por mais que o passado ainda per e pindure,
é cada vez mais distante, não consigo enxergar.
Deu lugar prum presente, prum ritmo novo...
Pode vir, pode entrar...
Vem pra roda comigo, te faço girar!
Vem pra roda, amigo,
pro nosso ritmo novo...
Vem, e me leva...
mas, deixa assim, como tá.

17 de mai. de 2011

flor alada


Me pegou pela mão, e me cuidou d'alma.
Abriu os seus ouvidos, escutou minhas loucuras,
Me alugou seu ombro... Me pediu paciência, calma.

Me confortou, quando me desesperei... Me pôs fogo, quando eu congelei...
Enxugou as lágrimas que eu derramei... E estava lá, todas as vezes que eu precisei.
És a mais bela flor alada, que um dia encontrei.

Por isso, colhí com tanto carinho...
E naquele meu jardim, plantei.

16 de mai. de 2011

flor, cevada e parceria.


E numa sintonia, que eu repito não ter preço,
olho à minha volta, trago do meu copo um sorriso,
E em silêncio, eu agradeço.

À minha vida, meu eterno Caxangá...
Que sempre tira, põe... Dessa vez me trouxe alguém,
E deixou, enfim... Ficar.

Trouxe cor, cevada e melodia.
Trouxe um verde flor,
Trouxe parceria.

Amizade como essa, me encho de orgulho,
e digo pra quem for:
Não é fácil encontrar.

Portanto, pra agradecer e dedicar...
Por meio destes eu venho ressaltar:
Tô contigo e não abro!

E do jardim dessa amizade,
Eu prometo que vou cuidar.

11 de mai. de 2011

360


no fundo a voz repete,
no eco, a ordem da fuga
o toque de recolher.

na cabeça as voltam que dão,
nos embalos e badalos
do não querer, não saber, encarar...
e mesmo que eu tente,
que eu procure...

que vasculhe nas arestas e lacunas,
sem saber porquê, sem final... mente achar.

não consigo sentir, não consigo entender.
essas voltas, que o meu mundo não cansa de dar.

19 de abr. de 2011

Ad eternum


As coisas continuam no lugar que você deixou,
A falta que você faz, ninguém nunca mensurou.

Ainda falta aquele pedaço, do meu coração...
Que contigo, Amigo, você carregou.

Sessenta dias, parecem-me uma eternidade...
Se eu disser, que são sessenta dias de saudade.

6 de abr. de 2011

passageira


Vícios circulares, nessa hipocrisia que você chama de viver. Demagogia, que dá asco... Nessa sinceridade que, acredita... Ninguém vê.
Vidas circulares, circulam, rodeiam, passam por você. Umas param, não demoram...
Vão embora, e você diz que é sem porquê.
De qualquer forma, é assim... É o teu vício, tua virtude, tua razão, o teu prazer.
Se pintar, se produzir, atuar... Pra seduzir. Mas, cara minha, não demora...
A máscara cai na sua hora, seja em dia, mês, ano, ou agora!
E teus vícios circulares, continuam fazendo as pessoas passarem por você.
Não demoram, não ficam, não param... Não te levam... E no raso , a razão é você.

25 de mar. de 2011

certeza


eaí, num bip contínuo que me embaralham nos olhos,
abro, e juntando te com ám, o sorriso me faz nascer.

depois de tantas palavras jogadas,
soltas, e atiradas pela nossa embriaguez,

na manhã dos flashes escuros
me pesa a cabeça, clareia o pensamento.

me convence de que por fim...
chegou, bonito... a nossa vez, até que enfim, vai acontecer.

17 de mar. de 2011

veio porque?

E então, por pura coincidência... Ou por criar vergonha na cara mesmo, as coisas ficam claras. Quando eu comecei a enxergar as coisas de forma muito mais prática.
É? É. Não é? Pô, não é, caralho.
Pra quê ficar batendo na porra da mesma tecla, sabendo que vai sofrer depois? Aí, nego vem me chamar de fria... Coração de pedra... Vem encher os meus pacovás, dizendo que se eu superei tão fácil, é porque não era tão importante assim.
Ah, pá puta que pariu. Eu só não me permito mais, baby. Eu tava numas, de acreditar na pureza do ser humano... Até que me provassem o contrário. E pasmem! Sabe o que aconteceu?! Provaram mesmo. Inúmeras vezes, várias pessoas diferentes. Aí, já é burrice né?
"Mas então, Macaca... Cê tá dizendo o que?! Que você é a última Sapiens pura do Universo?"
Não. Aí, meu jovem... Que entra o segundo fator. Quem nunca foi um grande filhodaputa, que atire a primeira garrafa de cerveja. Não importa o motivo, se era isso que você já tava articulando pra rebater... Fácil culpar a situação, né Bonitão?
Por desilusão amorosa, por insegurança, por vício, por falta de estrutura famíliar, por que teu cachorro morreu quando você tinha 5, por esporte, ou por que tá no sangue mesmo (o que não é tão incomum, viu? e isso não serve só pros homens, Ok?)... Não importa. Você já foi filhodaputa uma vez... Nem que seja no Pré I, quando chamou de 'Espantalho', aquela lá que tinha o cabelo engraçado... E, não é que a guria era apaixonadinha no cê?!
Seguindo então, por essa linha de 'às claras', seja isso um problema ou não, eu passei a não ligar. Ah, quer jogar?! Vamo lá, por que eu aprendí a gostar do esporte, também. Por sua conta em risco. Eu, que preguei por muito tempo, o tal do 'permita-se'... Hoje bato no peito e grito: PERMITO PORRA NENHUMA! Pra entrar aqui, meu bem, quero ver esforço. Quero ver que vale a pena. Se me enrolar, meu jovem... Eu vô perceber. Aí, quem vai perder? É. Só você.
Eu vô ganhar, menos um problemão pra resolver.
Quer brincar? Vamo brincar. Quer falar sério. Vamo falar. Venha, por que, apesar da braveza momentânea, eu juro que não mordo. (Tá, não juro.) Mas, antes de vir, queridão... Tenha CERTEZA do porque tá vindo. Não vem querer sapatear de chuteira suja, no meu piso de madeira. Você não entra no meu espaço imaginário, se não tiver JÁ com uma idéia, BEM fixa na sua cabeça: Por que você tá indo?
Ninguém aqui é mais criança. Apesar, de uns preferirem e/ou estarem acostumados com aquelas pobres moças, que independente da idade, sempre vão ter a mentalidade inferior... Eu me garanto, vá... Menininha, rapaz... Eu não sou mais.

E essa mulher aqui, pode PERFEITAMENTE assumir os arriscos e petiscos das próprias escolhas... E isso, pode ser (e na maioria das vezes é) muito divertido. Cada um, com a sua conta em risco.
Vem. Mas vem de cara limpa. Mostra pra quê veio. Isso não é problema algum, nem vai fazer MUITA diferença. 'Eu vim, e fico só uma noite.' 'Eu, por uma semana...' 'Eu, só de fds...' 'Eu vim... Mas vou pra outras também...' 'Eu, gosto de você.' 'Eu vou gostar de você.' 'Eu me divirto com você, mas é só isso.' 'Eu vim pra tentar.' 'Eu vim pra aproveitar.' 'Eu vim pra te testar...' 'Eu vim pelo esporte da conquista.' São frases tão curtas... Que poupariam nós 'dois' de tanta chateação. Não quer dizer também, que qualquer um que venha... Será assim, 'pápum' admitido... Mas, sendo sincero assim, de qualquer dessas formas, faz com que você esteja à passos luz (tá, eu sei que não existe isso) na frente. Nem que seja pra virar meu brother.
Não diga que vai voltar, porque eu, sinceramente não vou te esperar.
Não me prometa, se não pretende cumprir... Porque agora, eu provavelmente vou sacar. E é só UMA vez.
Não subestime a minha inteligência, porque aí eu viro fera... Eu viro bicho... Vou achar seu ponto fraco, pegar na sua ferida, de propósito, pra magoar. (Ficou com medo? Riu? Despertei alguma reação?)
Me faça rir. Seja sincero. Seja educado. Fale direito. Pode até ser sarcástico às vezes, isso é afrodisíaco. Doses certas de cafajestice e carinho, tomadas nas horas certas... Também não fazem mal a ninguém!
O jogo vira, rapaz. O meu virou. Esgotei. Os outros não têm culpa, eu sei... Mas eu cansei de perder tempo...
Sendo assim, percebí que se tivesse essa peneira na minha vida, há pelo menos 7 ou 8 anos atrás... Tinha me poupado tanta lágrima aborrecente derramada, muita lamentação por nada ou por muito pouco... Tinha poupado o ouvido dos meus amigos (santos, são os meus amigos)...
Essa peneira, já em prática, aos poucos vai selecionando pra mim, só aquelas pessoas que valem a pena...
Sejam lá quais forem os motivos por valerem tanto a pena, o PRINCIPAL deles sempre será: DISSE POR QUE VEIO.
Falaí, SINCERAMENTE... É tão difícil assim?! Por que, né... Tá parecendo.

9 de mar. de 2011

céu em festa.


e, numa aquarela com 360 cores e graus,
naquela brisa de dia amanhecido, que ainda não fez a noite dormir
um anjo, lá de cima me olha e sabe:
é dele meu pensamento.

e, nessa aquarela, nessa brisa de dia amanhecido,
as lembranças me pegam pela mão, entrelaçam os dedos nos meus...

é hoje.
o anjo, que lá de cima me olha, protege e sabe, hoje completa mais uma primavera.
hoje os anjos festejam ao teu lado,
a sua curta, porém INESQUECÍVEL, passagem por esse nosso mundo.

hoje o dia que amanheceria em festa aqui,
vai trazer nessa aquarela amanhecida, de dia que acordou...
a cor da falta que você nos faz.

e, nessa aquarela amanhecida...
é teu meu pensamento.
é tua a minha saudade.
é vazio o meu abraço...

mas transborda o meu coração.
aqui.
assim.

e você? aí de cima, me pinta dias e céus cada vez mais lindos...
pra eu ter, cada vez mais a certeza:
você sabe...
e como sabe.

parabéns!


07/03/2011

1 de mar. de 2011

o "pra sempre" de verdade.


Demorou muito, e ainda acho que não será suficiente. Quero gritar os sentimentos, mas não consigo. As palavras, mais uma vez, sumiram dos meus dedos. Com uma intensidade milhões de vezes maior, que das outras vezes...
Vazio.
Saudade é bicho feio. Vazio é bicho ruim. Contra eles, tenho algumas armas... Sendo assim, aos poucos espero conseguir vencê-los... Se não, trazê-los pro lado do bem. Tenho comigo as Lembranças, aquele Carinho, aquela Parceria e a Cumplicidade...
Chega aquele sentimentozinho que corrói por dentro, que faz com que a gente não queira acreditar. Chega, e instala dentro de nós, aquela sensação de 'viagem longa'...
Pois é.
Fácil, não é. Mas eu não tinha a dimensão do quanto é difícil. Eu consigo sorrir, e lembrar das coisas boas... Mas, não posso mentir nem esconder a minha indignação. Impossível, não questionar (pelo menos um pouco) a vontade Divina, que nos tirou alguém tão... Tão... Tão.
Alguém que é TANTO, que me faltam as palavras para descrevê-lo. Eu acredito e me apego na certeza de que não é 'Adeus'... Assim, talvez fique mais fácil...
Me apego, nas risadas. Nos momentos. Me apego. Agradecer, é pouco... Por ter na minha vida, alguém tão... Tão. Por poder chamá-lo de "meu amigo".
Eu olho em volta, e aparentemente nada mudou. Tudo está no seu devido lugar. Depois de olhar, VEJO que, aos meus olhos, a imagem que projetamos desse mundo, perdeu um pouco (lê-se "muito") do brilho & contraste.
As músicas agora, me fazem sempre um sentido diferente. A palavra "saudade" vai sempre te trazer um pouco mais perto... Os olhos, não derrubam mais lágrimas tão facilmente... Algumas coisas, pessoas e situações ficaram pequenas e insignificantes, perto do teu signo, significante e significado.
Te deixo vivo aqui. Te guardo vivo aqui. Aqui dentro. Aqui! Nas letras, nas músicas, nas histórias, nas risadas. Pra sempre.
Eu sei que agora, estás bem... O que pra mim, também é conforto. Eu espero que fiquemos bem também. Com um pedacinho do peito a menos... Com uma saudade eterna, tatuada por dentro... Mas sempre praticando a alegria que você espalhava, lembrando e sorrindo, para que NÓS e PRINCIPALMENTE VOCÊ, não esqueçamos do quanto foi válido. Curto, mas MUITO válido.
Obrigada. Sempre. Saudade, muita.

23 de fev. de 2011

até mais.


e a falta que faz, o buraco que deixa, o vazio que fica,
ninguém vai mensurar.

e a alegria que trouxe, do toque, do ombro, do anjo amigo,
ninguém vai me tirar.

e a lembrança que eu tenho, a risada gostosa, o exemplo de luta,
ninguém vai apagar.

e os corações, que dilacerados, que ficam...
torço, espero e peço pro tempo vim confortar.

15 de fev. de 2011

nêgo.


então, eu consigo lembrar do tom agudo da tua risada, do teu humor negro,
da tua cara engraçada, quando denuncia a embriaguês.
e dos teus cílios curvos, de fazer inveja a qualquer mulher mortal.

do teu copo de cerveja sempre quente, e do espetinho que é sempre pra viagem.
lembro das tuas sacadas geniais, da tua mão pequena,
e das nossas panças enormes, depois de kilos de sushi.

lembro da torta da sua mãe, da freada 'xim xã xum', que eu insisto em repetir.
lembro de escrever, e de você ser o primeiro que eu procurava pra a ler.
lembro das erratas lá no zapata, que hoje... até nos faz rir.

lembro que a intimidade é uma merda, mas e daí?! cê vai ligar?
lembro de contar minhas histórias, de ouvir as tuas, e de me orgulhar!
Nego filho da Mãe, lembro de pensar. e de uma Mãe maravilhosa, eu tenho que ressaltar.

lembro da saudade que eu sentí, dos sushis de quinta, de te encontrar sexta sim... outras não.
lembro do frinético, que tava lá quando eu precisei.
lembro.

lembro e agora eu sei, seu anjo é forte. teu santo, também não é de barro.
sei que precisas ser forte. sei que, essa é uma lição que você vai sentar e contar.
eu tenho essa certeza, Nego.

só quero te ver forte, saindo dessa... e transformando todo esse susto que nos deu, em mais uma história linda,
que com as suas palavras quero te ver contar.

fatrícia


e, numa altura grande o suficiente pra me fazer ofegar
um quase medo, que... pela companhia agradável, me sinto segura.

no deleite do conforto, o improvável me faz poesia aos ouvidos.
numa noite que vira madrugada, nas risadas mais altas, e nos sotaques que eu mais gosto, à direita um, à esquerda outra.

nos defeitos que me apaixonei,
pelo lado bom que enxerguei... recompensa.
à direita a pouco, à esquerda a muito.
[mas sempre, há muito.]

nasce, solidifica, sem maiores explicações,
aquela ade dos cúmplices,

e, aquela sensação gostosa,
de que o novo e o velho,
se tornam presentes,
no literal ou não da palavra.

amanheceu, e eu não ví.
e ter passado e presente,
ali, me cuidando do jeito que sabem...
que gosto e que podem, me dão a certeza,
de que o futuro é meu desenho e poesia.

e os quero sempre,
a do passado, e o do presente,
de longe, ou pra sempre.
me fazendo companhia.

4 de fev. de 2011

à riscar.


meu corpo é fechado.
meu santo não é de barro.

eu sou vaso ruim, já caí não quebrei.
já rí na cara do perigo, meu destino desafiei.
7 vidas? perdi as contas! ultrapassei.

já caí, me machuquei.
mas como aquela lenda,
nas cinzas me fiz, e dela eu voltei.

eu vivo do arrisco,
me alimento de poesia, certezas e petisco.


meu dedo na figa, vive cruzado.
hoje eu tô sozinha.
pro teu bem, nem vem pro meu lado.

hoje, eu não respondo por mim.
hoje eu acordei assim,
de ovo virado.
e pra bom entendedor,
acho que o recado tá dado.

2 de fev. de 2011

ponto do fim


e, assim sublime
hoje me alimento da minha poesia

ela também me esvazia,
mas não me [im]põe um ponto final

19 de jan. de 2011

cãmenãme?


a saudade vai doer
as histórias vão ficar,
o cacto vai crescer,

e vocês, provavelmente, não vão cortar.

xulím, rainha resistência, o teto vai até furar,
de quinta tem chorinho, na quarta erimar,
mas na terça... uma breja lá no edgar!

a voz do bitóca? não vô vê engrossar,
o felipe... com a tigela da tia ed, pra sempre vai ficar.
mas e ela, dona nega...
a aluaaaaar?

dela, senhores pocreditá... não tem nem o que falar.

ela é meio bossa, meio samba,
chegou, e que bom que veio pra ficá.

eu só posso agradecer, e dar a certeza de que fui, mas vou voltar.
que seja pra dormir, na pedra do leão,
ou babar naquele sofá.

pira, tá?


o meu navio, eu já aportei,
meus piratas, meus marujos,
homens ao mar!
já os fiz descer.

agora, marinheiro...

é com você.
não precisa de muito,
é só fazer
por merecer.

17 de jan. de 2011

sisterhood.


depois de muitos invernos,
donde eu nunca imaginei,

numa roda cheia de
lembranças e mágoas,
com garrafas vazias,

alheia na melodia,
à esquerda eu encontrei.

um espelho diferente,
ela sabe de tudo,
dos acertos, dos meus erros,

me ajudou a ir em frente.

e eu estufo o peito pra dizer,
7 anos é muita coisa,
você viu muita coisa acontecer.

não teve distância,
não teve erro meu, nem erro seu,
capaz de fazer a nossa amizade diminuir,
ou desaparecer.

eu estufo o peito pra dizer,
amiga como você,
eu conto numa mão...
e ainda me sobram quatro dedos,
que eu uso pra te proteger.

13 de jan. de 2011

nada é


e por fim, não mais que de um repente,
afunda.
lento, aos poucos.

se não fosse tão atento,
se não fosse importante,
talvez nem perceberia.

e quando menos se espera,
o batido chão firme,
vira uma areia movediça,
que engole aos poucos,
a certeza que nunca existiu.

até quando?

até sufocar,
não suportar,
e até que aquela outra mão,
apareça pra salvar.

11 de jan. de 2011

bem, obrigada.


e numa estética disforme,
mais um clichê declarado e aberto.

silêncio.
as palavras cativas, das pontas dos dedos,
dão lugar a um vazio completo,
um branco sereno,
um toque repleto.

é pleno [rimado],
mesmo que ao fim do dia,
continue sendo, claramente, incerto.

5 de jan. de 2011

decepa ção


pois bem! coloco de novo nas mãos as decisões que não me cabem.
transporto toda a energia, que acumulo no ócio de uma mente a mil por hora.

entupo os pensamentos com mudanças que a mim nem me respeito, dizem.
e dos barulhos donde vêm o meu silêncio, é cessada a respiração.
e, num esforço mínimo, mais uma vez... finjo.

tento. mas não consigo me centrar.
já se foi toda a vontade, a companhia, a loucura, mas também a sanidade.

eu esqueço da minha vida, abro aquela caixa, que nada mais me diz.
e, jogando palavras na sem pauta que é a minha vida, encaro [de banda] a realidade.

me encosto, me aproximo do que não gosto, que critíco.

senhoras e senhores:
pois bem, e mais uma vez, surge naquela, nadéla, amiga.

a hipo, que finda, ía.
a hipo, que finda, na crise ía.

é crise, e não foi.

ei, você! já tá na hora.
é hora cheia,
que vem vazia.




29/09/2010

13 de dez. de 2010

mimcomigo



exagerada desde a maternidade, sagitariana desde que nascí, teimosa desde que me lembro... marketeira aspirante. santos de pai, atademos de mãe, obrigada! hoje, sou SEM de casa, são paulina de time, paulistana de nascença, jundiaiense de coração. 'jéssika' na certidão, 'jé' dentro de casa, 'braço' no volante, 'jazz' no boteco, 'jéssiquinha' nos amigos... pensamento rápido que dói, e tão lento que irrita. mau humor nos primeiros 15 minutos do dia, matraca nas próximas horas. dia, pela noite. doce com salgado, quente com gelado. amigos em uma mão e alguns remendos no coração. dos vícios, a rima, o pior. um príncipe no passo direito, um agradecimento e uma lembrança espinhuda na costela, um infinito por trás. um humor negro, uma piada sem graça. pequenas coisas, grandes atitudes. me irritam os meios-termos e as mornices. meu copo é americano, e tá sempre meio cheio (de cerveja). passo dado, suspiro fundo, passado deixado. e um futuro, filho da puta pela frente. assim que eu quero... assim, espero.

16 de out. de 2010

wake up call:


'a vida é mesmo frágil.'

25 de set. de 2010

pout-porri



'e eu fico aqui, sem caber de imaginar.'
pego pedaços, pego migalhas,
tento juntar.

nem que eu pegasse,
o melhor trecho
dos melhores poetas,

'poetas pra quê?'

nem que eu recortasse
as melhores notas,
das nossas melhores músicas...

nem...

'nem pude evitar, tirou meu ar.'
quedê meu chão?

e nessa nossa 'selva,
de concreto'
temos o meu suspiro,
o seu sorriso,
e a nossa vontade.

'menino bonito',
me 'traz o alívio'
da nossa verdade.

12 de set. de 2010

d[o]eu.


A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.

caio fernando abreu.


eaí, você se vê parado num tempo já distante.
vê sua imagem como foto descartada, desgastada...
vê que teclou tanto, errou tanto, tentou tanto...
está exausto.
mas, o que você faz pra mudar tudo isso?
basta um sorriso torto, para que você alcance suas tintas,
e mais uma vez entrelace nos dedos a esperança sem cor,
que ela não cansa de plantar em você.

ou é você que não cansa de regá-la?

coisa certa;
você não precisa mais disso.

você não deu a ela a certeza que precisava,
ponto.
não sonhe com as vírgulas e reticencias, que ela pra sempre vai insistir em borrifar no seu ar.
você pode. consegue.
basta que jogue em si, esse balde de água fria,
basta que se seque, que se de conta...
que abra os olhos...
já passou da hora, meu jovem.

o mundo não parou, e você... por causa dela,
já se atrasou

8 de set. de 2010

dozéro.


então, antes que se dessem conta...
estavam envolvidos por uma terça-feira atípica,
um por-do-sol que não viram,
dois cigarros sem fogo,
e uma vontade enorme de fazer dar certo,
de recomeçar.

e assim,
de cliches repetidos,
mil vezes evitados,
os quatro braços torcidos,
hoje estão, entrelaçados.

4 de ago. de 2010

hide and seek.


é no frio da minha mente estagnada, que passo.
sem meu presente, na minha cegueira decorada, não vejo futuro.

e cem tivos, faltam-me os motivos, quando assim a esmo, não falta mais nada.
e, de um não querer, sem saber, encaixar

fecho os olhos pra ver;
- saída não há.

me encontro, perdido.
sem meus porques,
cem razões,
escondido.

4 de jul. de 2010

ex-nós.


e
sem
espaço,
sufoco.
num
direto

não
mais
linear.
nas
linhas
tortas
dos
destinos
que,
amém,

não
se
cruzam
mais.

e,
sem
espaço
pro
teu
abraço,
sorrio,
suspiro,
desfaço...
um
laço
não
nosso.
um
laço
que
cego,

meu,
diz
que
fiz.

mas,
amém,
hoje...
nos
desfiz.

27 de mai. de 2010

epifan ía.


e nos angulos retos, a respiração que,
de dentro pra flora...
à flora.

que resgata do ontem,
o porquê mais assim,
assado.

que me traz lá do fim,
que me apaga o passado.

que me deu isso assim,
formado.

e que me conhecer,
a sensação que eu não sabia...
que me fez mergulhar,
lago escuro...
eu não conhecia.

e no cristal que me abrem os olhos fechados,
não penso, só digo...
com o lábio colado...

é plena, é cheia,
a bio, la vitta...

são quatro, são cinco...
por favor...
'REPITA!'

17 de mai. de 2010

que irá.



deixa ser como vier.
e que venha com o que tiver.
e que tenha muito.

deixa ser como tiver.
que seja como vier...
e que venha, muito.

deixa ser como quiser,
deixa vir, ser o que tiver...
e que me queira, muito.

28 de abr. de 2010

inspira.

"Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você..."

Marisa Monte - Depois de Ter Você


.



mesmo torto, mal visto, nem visto.
poetas, deuses e dúvidas pra quê?
se, desse jeito torto, mal visto, nem dito...

e mesmo sem entendê,

é teu, meu pensamento...

pega e cuida.

leva com você!

21 de abr. de 2010

ad infinitum


pé por pé, andando na direção oposta a qualquer fator, que me lembrasse você...
um noventa graus me traz a visão, me tira o disfarce,
me dá agulhadas de satisfação.


deixo de lado a hipocrisia,
e de uma vez por todas as outras todas...

admito;

o prazer de receber a consciência,

a confirmação,
que o fator determinante do não acontecer de uma história,
acaba de determinar o não acontecer de outra.


e o ciclo vicioso de um mundo repetitivo acaba de me acenar,

com o sádico sorriso, ele me diz:

- ei, eu existo.

13 de abr. de 2010

sub.estima ex.pulsa



ah, desce!

me poupa, me erra.


só você não vê,
que eu já me acertei.
não acaba com o pouco respeito,
que eu ainda conservei.

ah, sai!

não fode, não ferra.

você tá fazendo tudo errado,

só não diga que eu não avisei.

7 de abr. de 2010

supremo.



e o poder,
aquele poder...
que não se concede a ninguém.

o poder, do suspiro,
do sorriso e do arrepio.

o poder do toque que tira,
que põe, onde ele bem entender.

o poder de fazer, desfazer,
de jogar janela à fora, qualquer tentativa...
de esquecer.

o poder de, depois de tempos reaparecer, sem muito escolher...
e tornar qualquer momento, certo.

o poder da palavra. de arrancar sorrisos,
de me pegar pela mão... e me fazer viajar.
seja de longe... seja de perto.

hoje não sei mais o que é certo,
mas só por hoje... meu peito,
antes fechado...
deixei entreaberto.

6 de abr. de 2010

quem.te.luz?


nós? tal qual gía.
no anoitecer de mais um dia...
teu sol não esquentou,
a luz (hoje fria), daminha mente...

toque de nuvem,
vem... me tirar do chão.

ao alcance de um dedo,
tua imagem que divido,
volta a embaçar minha visão.

hoje a saudade esfria,
a luz quente da lembrança.
(e aperta meu coração.)






28 de mar. de 2010

tem.pô!


passa tempo,
já me cansei dos teus passos lentos.

traz pra perto, traz o inverno,
pra que naquele calor, quem sabe eu possa me esquentar.

só faça-o rápido,
pois a saudade do que eu não tive...
não sei se eu vou aguentar.

11 de mar. de 2010

de ombros.


mas aí,
eu deixo que digam,
que pensem...
até que falem.

eu tô deixando tudo pra lá...
porque, na verdade,
o que é que tem?

eu não tô fazendo, é nada...
nem devo nada pra ninguém.

só me permito ser feliz,
assim consigo ir além.

10 de mar. de 2010

pique.encontro




eu só quero me perder,
quero que você me encontre.

eu só quero me perder,
me perder ao me encontrar,
em você.

eu só quero que você me encontre.

eu só quero te dizer,
te pedir, te perdoar...
nas tuas, deslizar...
nos teus, adormecer.

eu só quero que você me encontre.

eu não quero procurar,
não quero esperar, desesperar.

eu quero me perder,
quando nos teus braços, eu me encontrar.

25 de fev. de 2010

pára.e.brisa


bordas borradas,
luzes que giram um vermelho sangue, que não escorre.
pupílas que confusas, dilatam tudo aquilo que ele nunca quis ver.
ao fundo, o ensurdecedor silêncio.

as sirenes de urgências internas.

só ele as ouve.
e, no relar das palpebras...
é sugado.

no pescoço, a pressão da realidade quase o impede de levantar a cabeça, ver.
mas vái. só vái.

o ar que falta, volta.

o ar que prendia, agora solta.
ouvido entende.

as mãos nortedas, agora sabem o que querem tocar.

as hastes dos teus olhos, levam consigo tudo o que lhe cegava.
espelho.

e, noutro relar das pálpebras...

tudo volta, fica, é, está normal.

sirenes, luzes, cores.
sua urgência.

resgatado à tempo, por ele,
o tempo.

6 de jan. de 2010

sem crise, ia.


e na finda hipo crise que, ia de polpa no vento,

no cruzear dos certos erros, atos falhos, passados no verde de um pasto esquecido...

me pego sorrindo.


e já dando dos ombros para qualquer crise, lixando as unhas matriarcáis do 'não ligar'...

me pego sorrindo.


e entre as tantas polpas sadias, vadias...

entre o rubor das janelas (da alma) na noite, adentro.


entre as verdades que nem tantas, que nem uma, capazes fomos de aguentar.

entre o terno, o fraterno, o eterno de um laço que tudo tem, menos sangue...


é no respeito, no fogo que me deito de face em meu leito.

é finda e finada, a crise que ia, aberto o olho...

fingia que não via.


estufo o peito, e sugo o ar rarefeito, comemoro de peito aberto.

hoje sem divisões.

hoje, todo mundo é certo.

21 de dez. de 2009

saco cheio.


então abre as pçortas da esperança, e da vontade de fazer só o que bem entender.
zomba do mundo, do fundo,
do fim... de tudo.

gargalha na cara da liberdade,
que há tempos, já não arde.

veste a camisa azul anil dos libertinos, assassinos, injustiçados e préjulgados,
e dos que tem curta, a linha do pavil.

erra, e erra de novo.
não se preocupa e, deixa o inocente levar a culpa.

vai pro culto e atrapalha.
faz mil gestos, pede a fala...
grita com o templo, e com o padre safado:

'vocês tão rindo? tudo puta e viado!'

faz de preto, quando querem branco.
leva a cadeira, quando querem o banco.


denuncia, judia, acaricia dona Fativadía.
se assim, lhe agradar.

faça o que der na telha, o que gostar.
abre as portas da esperança,
esperando ganhar, só o que precisa.

mas de antemão, já avisa...
que de bugiganga, você não precisa!

6 de dez. de 2009

a.dor.mecer - (acordar IV)


e sentindo o frio que sempre faz ali dentro, ele vai dormir.
mudado. feito, refeito.

e, ainda no escuro... que sempre fez ali dentro,
ele hoje, adormece em paz.
aqueles sonhos, já não o afetam mais.

e hoje ele sabe, ele entende... o mais e o porquê.
hoje, ele estufa o peito...
e grita pro vento,
'meu bem, quem perdeu foi você'.

sem aguentar calado,
hoje, sem sorriso esboçado, forçado,

ele, quase consegue sorrir por inteiro,
escancara um sorriso faceiro,
pra quem de longe, quiser ver.

2 de dez. de 2009

b.hasta!


vê se não torra, vê se me erra,
e se liga que eu já me acertei.

vê se vai logo, leva tudo que é teu.
porque a minha paciência, eu já esgotei.

já cansei da ladainha, do mesmo blábláblá,
que de tanto ouvir, eu até já decorei.

vái, e leva as tuas amarras,
leva o as tuas armas...
todos as mil maneiras, que você encontra de me culpar.

eu não tenho vocação,
pra muro da lamentação,
eu não vou mais te escutar!

vai-te embora, vái pra longe.
eu tentei com toda força...
e o que eu fiz, foi me cansar.

vai-te embora, vái pra lá,
onde nem que eu queira,
eu consiga te encontrar.

28 de nov. de 2009

acordar III


dessa vez, não era bom.
não era sonho.
e ele estava acordado.


'ah, noite... sem sonho.'

ele só queria esquecer,
queria não ter visto acontecer,

ele só... não conseguia.


aquelas cenas, aquelas segundos... passados, pesados.
destroem, noites e,
sonhos.
'ah, noite! sem mais sonhos... ok?'

24 de nov. de 2009

acordar II




dessa vez ele acorda, sem se lembrar.
passa pelo dia, como todos os dias.
café, cigarro, alguns bons dias sem qualquer sinceridade.

não será 'bom-dia', enquanto as nuvens encobrirem o sol.
deixando a ele, aquela maldita sensação de luz fria.
e ah! como ele odeia luz fria.

vê alguns amigos, acende alguns cigarros, dirije pelas ruas da sua rotina diária.
e vê, da coxia... o espetáculo do seu dia, ascender.
sem muitos aplausos.

a volta pra casa, pelas ruas solitárias.
de alguma forma inconsciênte, ele se identifica com elas.

mais café, cigarros, filmes repetidos...
algumas risadas ensaiadas, quase saem.

o café, provavelmente não o deixará dormir.

e, como um flash, que vem e deixa tudo muito claro...
como piscar de olhos, que não avisa quando, nem como... ele se lembra!

pasmo, parado... ele não se conforma.
COMO PODE TER ESQUECIDO, DURANTE TODO O DIA? COMO NÃO APROVEITOU ESSES PEQUENOS FLASHES DE LEMBRANÇAS QUE LHE RESTAVAM?
TALVEZ O DIA TIVESSE SIDO MAIS COLORIDO...

ele, que por dias e mais dias tentou, sem sucesso, voltar praquêle sonho...
na madrugada passada, tinha sonhado.
dessa vez diferente, colorido, noturno.
dessa vez, pouco foi falado.
mas tudo... foi tudo sentido.

será possível que ela tenha sonhado o mesmo?
ele, só precisa fechar os olhos...
pra sentir novamente aquele alívio, de olhar pro lado... e mesmo que em sonho vê-la.
ele só precisa fechar os olhos, pra sentir aquele toque... aquele abraço...
pra ver aquele sorriso...
ele, agora quas ouviu aquela voz.

será possível que ela também tenha sonhado?
hoje, ele nem conseguiria negar a falta.
nem conseguiria esconder aquele sorriso, ao pensar naquele sorriso.

nem conseguiria... esconder a vontade de tê-la novamente.
de vê-la novamente.

e hoje, diferente dos outros dias...
em sonho, pra ele, não seria o bastante.

3 de nov. de 2009

flerte.ando



no macio do teu saldo, ação quente.
quase calado, fico mudo, envergonhado... congelo.
espero o rubor das maçãs abaixo das janelas,

olho, e vejo as tuas.
só elas...

não maduras, não puras,
verdes. [nuas.] cruas.

do olho que me mediu,
da fruta que não caiu,
da palavra que não cintilou;
vêm, quéto e manso, o encanto.
que mesmo assim... surgiu.
e ficou.

21 de out. de 2009

ausência.



e a inquietação daquele quase
quase rasgam a sua pele.

ele que revira, na cama já vazia.
sente-se apertado, esmagado, esbofeteado,
pela verdade que jurava não acreditar.

mas agora é tão real.
tudo tão crua e dolorosamente real
a ponto dele quase sentir saudade
daquele quem sabe, que no fundo, sabia...
e era NÃO.

ele sentiu, uma quase saudade.
de quando o SIM, poderia quem sabe, ser.
mas no fundo ele sabia...
sabia que não.

ele revira, e volta.
sua mente volta.
prum passado que ele bate no peito,
e se diz esquecido... refeito.

hoje, em seu leito de vida,
ele finge não se lembrar de ter partido.
quando tudo que mais quer, é voltar.

ele revira, e solta,
um quase grito, uma quase verdade.
ele esconde, sua quase saudade.

e o vazio no peito? hoje, sua única verdade.

21 de set. de 2009

lev ia no coração.




sôrrato, atêiro.
manso, moleque, arteiro.
de pé, de chão, menino, não.

de muro pulado, joelho esfolado, chinelo sujo jogado.

pro hoje, mudado. atarê-(sa)-fado.
trocou estilingue, por pasta na mão.

trocou seu amor, sua linda flor...
por três meiamôres, três novos sabores, que juntando, não davam uma só canção.

se fez de forte, (re)aleza.
passa pela vida, só por passar.

apagou passado, passo, dado, peão,
bola, gude, pique-esconde, polícia-e-ladrão.
reescreveu uma vida, seguiu em frente,
esqueceu-se daquela canção.

cantarolava menina-flor, com os olhos transbordando pequenices, meninices e amor:
'vai-te embora, meninôço. levas contigo essa nossa canção. não te esqueças que na verdade, lá fora é faz-de-conta. podes me achar uma tonta, mas te prometo: se fores e voltares, será todo teu meu coração.'

27 de ago. de 2009

acordar




assim ele acorda, no frio que faz lá dentro.
assustado, e sem saber ao certo onde está...
quando descobre, suspira. mas não aquele suspiro bom... aquele suspiro de falta. de falta que sente.

'foi sonho...'

então ele depressa fecha os olhos. aperta-os bem forte. tenta se concentrar, chega até a diminuir o ritmo da respiração... mas não. é impossível voltar para o mesmo sonho.

e ah, como ele gostaria que não fosse só sonho.
estava tudo intacto. do mesmo jeito...
as roupas, as cores, sorrisos, o cheiro... o tato. tudo exata e milimetricamente igual.
'que malvado, esse meu inconsciente. que me traz a imagem e a presença dela sem minha permissão.'
e que malvada, essa dona moça... que mágica foi essa, então? que o tempo passa, as pessoas passam... mas essa dona, quer não passar não!

ele revira na cama com dificuldade, ainda sentindo a temperatura daquele abraço. sentindo o finalzinho do perfume... nas mãos, quase dá pra perceber a textura dos cabelos dela... tão pesados, tão macios.

durante todo o dia, aquele quase toque, quase abraço, aquele sorriso... voltam à sua lembrança como se tivessem acontecido a minutos atrás. o dia nunca foi tão longo... tão silencioso.

e ele, por mais que negue... não vê a hora de encontrá-la novamente.

vai pra para casa mais cedo, tentando mentir pra si mesmo, tentando se convencer de que esta sonolento.
deita na cama, tenta se concentrar e pensar nela o máximo que consegue. talvez, assim sonhe com ela de novo... escolhe até o que dizer pra ela no próximo encontro.

assim ele acorda, no frio que ainda faz lá dentro...
na lembrança o negro da ausência de cor, de cheiro, de toque.

'ah, noite sem sonho!'

23 de ago. de 2009

caça às borboletas.




e no calor do meu copo seu juízo,
na timidez do meu sorriso escancarado,
na sobriedade do teu flerte debochado,

me peguei, fui pega.

e com disfarce nos meus olhos, enxergando mais escuro,
te sigo ziguezagueando.
te vejo ao cerco, cercando.

mas o quê... o quê tá faltando?

e na dança eufórica das borboletas no estômago,
vem o toque sem querer, querendo.
e no descontrole das sensações, meu corpo acaba demonstrando:

tá feito.
me peguei arrepiando.

18 de ago. de 2009

finda linha.



o que importa é o que toca,
o que fica, como e quando fica.

tão fácil perceber,
difícil é aceitar o que é real.

tão fácil perceber,
difícil é se encarar e seus erros, assumir.

tão fácil esquecer, quando o encanto acabou.
provando pelas leis do destino que se findo, não verdadeiro.
nada ficou.