4 de ago. de 2010

hide and seek.


é no frio da minha mente estagnada, que passo.
sem meu presente, na minha cegueira decorada, não vejo futuro.

e cem tivos, faltam-me os motivos, quando assim a esmo, não falta mais nada.
e, de um não querer, sem saber, encaixar

fecho os olhos pra ver;
- saída não há.

me encontro, perdido.
sem meus porques,
cem razões,
escondido.

4 de jul. de 2010

ex-nós.


e
sem
espaço,
sufoco.
num
direto

não
mais
linear.
nas
linhas
tortas
dos
destinos
que,
amém,

não
se
cruzam
mais.

e,
sem
espaço
pro
teu
abraço,
sorrio,
suspiro,
desfaço...
um
laço
não
nosso.
um
laço
que
cego,

meu,
diz
que
fiz.

mas,
amém,
hoje...
nos
desfiz.

27 de mai. de 2010

epifan ía.


e nos angulos retos, a respiração que,
de dentro pra flora...
à flora.

que resgata do ontem,
o porquê mais assim,
assado.

que me traz lá do fim,
que me apaga o passado.

que me deu isso assim,
formado.

e que me conhecer,
a sensação que eu não sabia...
que me fez mergulhar,
lago escuro...
eu não conhecia.

e no cristal que me abrem os olhos fechados,
não penso, só digo...
com o lábio colado...

é plena, é cheia,
a bio, la vitta...

são quatro, são cinco...
por favor...
'REPITA!'

17 de mai. de 2010

que irá.



deixa ser como vier.
e que venha com o que tiver.
e que tenha muito.

deixa ser como tiver.
que seja como vier...
e que venha, muito.

deixa ser como quiser,
deixa vir, ser o que tiver...
e que me queira, muito.

28 de abr. de 2010

inspira.

"Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você..."

Marisa Monte - Depois de Ter Você


.



mesmo torto, mal visto, nem visto.
poetas, deuses e dúvidas pra quê?
se, desse jeito torto, mal visto, nem dito...

e mesmo sem entendê,

é teu, meu pensamento...

pega e cuida.

leva com você!

21 de abr. de 2010

ad infinitum


pé por pé, andando na direção oposta a qualquer fator, que me lembrasse você...
um noventa graus me traz a visão, me tira o disfarce,
me dá agulhadas de satisfação.


deixo de lado a hipocrisia,
e de uma vez por todas as outras todas...

admito;

o prazer de receber a consciência,

a confirmação,
que o fator determinante do não acontecer de uma história,
acaba de determinar o não acontecer de outra.


e o ciclo vicioso de um mundo repetitivo acaba de me acenar,

com o sádico sorriso, ele me diz:

- ei, eu existo.

13 de abr. de 2010

sub.estima ex.pulsa



ah, desce!

me poupa, me erra.


só você não vê,
que eu já me acertei.
não acaba com o pouco respeito,
que eu ainda conservei.

ah, sai!

não fode, não ferra.

você tá fazendo tudo errado,

só não diga que eu não avisei.

7 de abr. de 2010

supremo.



e o poder,
aquele poder...
que não se concede a ninguém.

o poder, do suspiro,
do sorriso e do arrepio.

o poder do toque que tira,
que põe, onde ele bem entender.

o poder de fazer, desfazer,
de jogar janela à fora, qualquer tentativa...
de esquecer.

o poder de, depois de tempos reaparecer, sem muito escolher...
e tornar qualquer momento, certo.

o poder da palavra. de arrancar sorrisos,
de me pegar pela mão... e me fazer viajar.
seja de longe... seja de perto.

hoje não sei mais o que é certo,
mas só por hoje... meu peito,
antes fechado...
deixei entreaberto.

6 de abr. de 2010

quem.te.luz?


nós? tal qual gía.
no anoitecer de mais um dia...
teu sol não esquentou,
a luz (hoje fria), daminha mente...

toque de nuvem,
vem... me tirar do chão.

ao alcance de um dedo,
tua imagem que divido,
volta a embaçar minha visão.

hoje a saudade esfria,
a luz quente da lembrança.
(e aperta meu coração.)






28 de mar. de 2010

tem.pô!


passa tempo,
já me cansei dos teus passos lentos.

traz pra perto, traz o inverno,
pra que naquele calor, quem sabe eu possa me esquentar.

só faça-o rápido,
pois a saudade do que eu não tive...
não sei se eu vou aguentar.

11 de mar. de 2010

de ombros.


mas aí,
eu deixo que digam,
que pensem...
até que falem.

eu tô deixando tudo pra lá...
porque, na verdade,
o que é que tem?

eu não tô fazendo, é nada...
nem devo nada pra ninguém.

só me permito ser feliz,
assim consigo ir além.

10 de mar. de 2010

pique.encontro




eu só quero me perder,
quero que você me encontre.

eu só quero me perder,
me perder ao me encontrar,
em você.

eu só quero que você me encontre.

eu só quero te dizer,
te pedir, te perdoar...
nas tuas, deslizar...
nos teus, adormecer.

eu só quero que você me encontre.

eu não quero procurar,
não quero esperar, desesperar.

eu quero me perder,
quando nos teus braços, eu me encontrar.

25 de fev. de 2010

pára.e.brisa


bordas borradas,
luzes que giram um vermelho sangue, que não escorre.
pupílas que confusas, dilatam tudo aquilo que ele nunca quis ver.
ao fundo, o ensurdecedor silêncio.

as sirenes de urgências internas.

só ele as ouve.
e, no relar das palpebras...
é sugado.

no pescoço, a pressão da realidade quase o impede de levantar a cabeça, ver.
mas vái. só vái.

o ar que falta, volta.

o ar que prendia, agora solta.
ouvido entende.

as mãos nortedas, agora sabem o que querem tocar.

as hastes dos teus olhos, levam consigo tudo o que lhe cegava.
espelho.

e, noutro relar das pálpebras...

tudo volta, fica, é, está normal.

sirenes, luzes, cores.
sua urgência.

resgatado à tempo, por ele,
o tempo.

6 de jan. de 2010

sem crise, ia.


e na finda hipo crise que, ia de polpa no vento,

no cruzear dos certos erros, atos falhos, passados no verde de um pasto esquecido...

me pego sorrindo.


e já dando dos ombros para qualquer crise, lixando as unhas matriarcáis do 'não ligar'...

me pego sorrindo.


e entre as tantas polpas sadias, vadias...

entre o rubor das janelas (da alma) na noite, adentro.


entre as verdades que nem tantas, que nem uma, capazes fomos de aguentar.

entre o terno, o fraterno, o eterno de um laço que tudo tem, menos sangue...


é no respeito, no fogo que me deito de face em meu leito.

é finda e finada, a crise que ia, aberto o olho...

fingia que não via.


estufo o peito, e sugo o ar rarefeito, comemoro de peito aberto.

hoje sem divisões.

hoje, todo mundo é certo.

21 de dez. de 2009

saco cheio.


então abre as pçortas da esperança, e da vontade de fazer só o que bem entender.
zomba do mundo, do fundo,
do fim... de tudo.

gargalha na cara da liberdade,
que há tempos, já não arde.

veste a camisa azul anil dos libertinos, assassinos, injustiçados e préjulgados,
e dos que tem curta, a linha do pavil.

erra, e erra de novo.
não se preocupa e, deixa o inocente levar a culpa.

vai pro culto e atrapalha.
faz mil gestos, pede a fala...
grita com o templo, e com o padre safado:

'vocês tão rindo? tudo puta e viado!'

faz de preto, quando querem branco.
leva a cadeira, quando querem o banco.


denuncia, judia, acaricia dona Fativadía.
se assim, lhe agradar.

faça o que der na telha, o que gostar.
abre as portas da esperança,
esperando ganhar, só o que precisa.

mas de antemão, já avisa...
que de bugiganga, você não precisa!

6 de dez. de 2009

a.dor.mecer - (acordar IV)


e sentindo o frio que sempre faz ali dentro, ele vai dormir.
mudado. feito, refeito.

e, ainda no escuro... que sempre fez ali dentro,
ele hoje, adormece em paz.
aqueles sonhos, já não o afetam mais.

e hoje ele sabe, ele entende... o mais e o porquê.
hoje, ele estufa o peito...
e grita pro vento,
'meu bem, quem perdeu foi você'.

sem aguentar calado,
hoje, sem sorriso esboçado, forçado,

ele, quase consegue sorrir por inteiro,
escancara um sorriso faceiro,
pra quem de longe, quiser ver.

2 de dez. de 2009

b.hasta!


vê se não torra, vê se me erra,
e se liga que eu já me acertei.

vê se vai logo, leva tudo que é teu.
porque a minha paciência, eu já esgotei.

já cansei da ladainha, do mesmo blábláblá,
que de tanto ouvir, eu até já decorei.

vái, e leva as tuas amarras,
leva o as tuas armas...
todos as mil maneiras, que você encontra de me culpar.

eu não tenho vocação,
pra muro da lamentação,
eu não vou mais te escutar!

vai-te embora, vái pra longe.
eu tentei com toda força...
e o que eu fiz, foi me cansar.

vai-te embora, vái pra lá,
onde nem que eu queira,
eu consiga te encontrar.

28 de nov. de 2009

acordar III


dessa vez, não era bom.
não era sonho.
e ele estava acordado.


'ah, noite... sem sonho.'

ele só queria esquecer,
queria não ter visto acontecer,

ele só... não conseguia.


aquelas cenas, aquelas segundos... passados, pesados.
destroem, noites e,
sonhos.
'ah, noite! sem mais sonhos... ok?'

24 de nov. de 2009

acordar II




dessa vez ele acorda, sem se lembrar.
passa pelo dia, como todos os dias.
café, cigarro, alguns bons dias sem qualquer sinceridade.

não será 'bom-dia', enquanto as nuvens encobrirem o sol.
deixando a ele, aquela maldita sensação de luz fria.
e ah! como ele odeia luz fria.

vê alguns amigos, acende alguns cigarros, dirije pelas ruas da sua rotina diária.
e vê, da coxia... o espetáculo do seu dia, ascender.
sem muitos aplausos.

a volta pra casa, pelas ruas solitárias.
de alguma forma inconsciênte, ele se identifica com elas.

mais café, cigarros, filmes repetidos...
algumas risadas ensaiadas, quase saem.

o café, provavelmente não o deixará dormir.

e, como um flash, que vem e deixa tudo muito claro...
como piscar de olhos, que não avisa quando, nem como... ele se lembra!

pasmo, parado... ele não se conforma.
COMO PODE TER ESQUECIDO, DURANTE TODO O DIA? COMO NÃO APROVEITOU ESSES PEQUENOS FLASHES DE LEMBRANÇAS QUE LHE RESTAVAM?
TALVEZ O DIA TIVESSE SIDO MAIS COLORIDO...

ele, que por dias e mais dias tentou, sem sucesso, voltar praquêle sonho...
na madrugada passada, tinha sonhado.
dessa vez diferente, colorido, noturno.
dessa vez, pouco foi falado.
mas tudo... foi tudo sentido.

será possível que ela tenha sonhado o mesmo?
ele, só precisa fechar os olhos...
pra sentir novamente aquele alívio, de olhar pro lado... e mesmo que em sonho vê-la.
ele só precisa fechar os olhos, pra sentir aquele toque... aquele abraço...
pra ver aquele sorriso...
ele, agora quas ouviu aquela voz.

será possível que ela também tenha sonhado?
hoje, ele nem conseguiria negar a falta.
nem conseguiria esconder aquele sorriso, ao pensar naquele sorriso.

nem conseguiria... esconder a vontade de tê-la novamente.
de vê-la novamente.

e hoje, diferente dos outros dias...
em sonho, pra ele, não seria o bastante.

3 de nov. de 2009

flerte.ando



no macio do teu saldo, ação quente.
quase calado, fico mudo, envergonhado... congelo.
espero o rubor das maçãs abaixo das janelas,

olho, e vejo as tuas.
só elas...

não maduras, não puras,
verdes. [nuas.] cruas.

do olho que me mediu,
da fruta que não caiu,
da palavra que não cintilou;
vêm, quéto e manso, o encanto.
que mesmo assim... surgiu.
e ficou.

21 de out. de 2009

ausência.



e a inquietação daquele quase
quase rasgam a sua pele.

ele que revira, na cama já vazia.
sente-se apertado, esmagado, esbofeteado,
pela verdade que jurava não acreditar.

mas agora é tão real.
tudo tão crua e dolorosamente real
a ponto dele quase sentir saudade
daquele quem sabe, que no fundo, sabia...
e era NÃO.

ele sentiu, uma quase saudade.
de quando o SIM, poderia quem sabe, ser.
mas no fundo ele sabia...
sabia que não.

ele revira, e volta.
sua mente volta.
prum passado que ele bate no peito,
e se diz esquecido... refeito.

hoje, em seu leito de vida,
ele finge não se lembrar de ter partido.
quando tudo que mais quer, é voltar.

ele revira, e solta,
um quase grito, uma quase verdade.
ele esconde, sua quase saudade.

e o vazio no peito? hoje, sua única verdade.

21 de set. de 2009

lev ia no coração.




sôrrato, atêiro.
manso, moleque, arteiro.
de pé, de chão, menino, não.

de muro pulado, joelho esfolado, chinelo sujo jogado.

pro hoje, mudado. atarê-(sa)-fado.
trocou estilingue, por pasta na mão.

trocou seu amor, sua linda flor...
por três meiamôres, três novos sabores, que juntando, não davam uma só canção.

se fez de forte, (re)aleza.
passa pela vida, só por passar.

apagou passado, passo, dado, peão,
bola, gude, pique-esconde, polícia-e-ladrão.
reescreveu uma vida, seguiu em frente,
esqueceu-se daquela canção.

cantarolava menina-flor, com os olhos transbordando pequenices, meninices e amor:
'vai-te embora, meninôço. levas contigo essa nossa canção. não te esqueças que na verdade, lá fora é faz-de-conta. podes me achar uma tonta, mas te prometo: se fores e voltares, será todo teu meu coração.'

27 de ago. de 2009

acordar




assim ele acorda, no frio que faz lá dentro.
assustado, e sem saber ao certo onde está...
quando descobre, suspira. mas não aquele suspiro bom... aquele suspiro de falta. de falta que sente.

'foi sonho...'

então ele depressa fecha os olhos. aperta-os bem forte. tenta se concentrar, chega até a diminuir o ritmo da respiração... mas não. é impossível voltar para o mesmo sonho.

e ah, como ele gostaria que não fosse só sonho.
estava tudo intacto. do mesmo jeito...
as roupas, as cores, sorrisos, o cheiro... o tato. tudo exata e milimetricamente igual.
'que malvado, esse meu inconsciente. que me traz a imagem e a presença dela sem minha permissão.'
e que malvada, essa dona moça... que mágica foi essa, então? que o tempo passa, as pessoas passam... mas essa dona, quer não passar não!

ele revira na cama com dificuldade, ainda sentindo a temperatura daquele abraço. sentindo o finalzinho do perfume... nas mãos, quase dá pra perceber a textura dos cabelos dela... tão pesados, tão macios.

durante todo o dia, aquele quase toque, quase abraço, aquele sorriso... voltam à sua lembrança como se tivessem acontecido a minutos atrás. o dia nunca foi tão longo... tão silencioso.

e ele, por mais que negue... não vê a hora de encontrá-la novamente.

vai pra para casa mais cedo, tentando mentir pra si mesmo, tentando se convencer de que esta sonolento.
deita na cama, tenta se concentrar e pensar nela o máximo que consegue. talvez, assim sonhe com ela de novo... escolhe até o que dizer pra ela no próximo encontro.

assim ele acorda, no frio que ainda faz lá dentro...
na lembrança o negro da ausência de cor, de cheiro, de toque.

'ah, noite sem sonho!'

23 de ago. de 2009

caça às borboletas.




e no calor do meu copo seu juízo,
na timidez do meu sorriso escancarado,
na sobriedade do teu flerte debochado,

me peguei, fui pega.

e com disfarce nos meus olhos, enxergando mais escuro,
te sigo ziguezagueando.
te vejo ao cerco, cercando.

mas o quê... o quê tá faltando?

e na dança eufórica das borboletas no estômago,
vem o toque sem querer, querendo.
e no descontrole das sensações, meu corpo acaba demonstrando:

tá feito.
me peguei arrepiando.

18 de ago. de 2009

finda linha.



o que importa é o que toca,
o que fica, como e quando fica.

tão fácil perceber,
difícil é aceitar o que é real.

tão fácil perceber,
difícil é se encarar e seus erros, assumir.

tão fácil esquecer, quando o encanto acabou.
provando pelas leis do destino que se findo, não verdadeiro.
nada ficou.

14 de ago. de 2009

falso bem estar.



aqueles que um dia fingiram se importar.
hoje, fingem que não veêm, fingem que acreditam ser melhor assim.
ela já não se preocupa com os passos errados, que ele nunca deixou de dar.
ele não se lembra dos abraços intermináveis nem do carinho que só ela sabia fazer.
ela encara o espelho e mente, finge ter esquecido daqueles detalhes que faziam a diferença.
ele, que se esforça pra acreditar que todo aquele tempo, não foi nada além de tempo... de vida vivida em vão.
aqueles que se encontram nos pensamentos mais escondidos, nas músicas mais esquecidas, nas noites mal dormidas.
eles, que seguem por caminhos opostos, separados pelo orgulho e pela falta de tentar.
aqueles que negam a saudade, maldizem o desejo, escondem a única vontade:
voltar no tempo, recomeçar.

8 de ago. de 2009

sus,píro.


não sou literal. desvende, descubra.
eu sou inteira de palavras não ditas,
olhares gritados,
toda gestos e subentendidos.

sou guiada pelos olhos fechados,
sou toda sentidos.

passo longe dos meio-termos,
eu gosto é do exagero... do derramado,
do perdido, ou ganhado.
do teu muito certo, ou do meu muito errado.

eu gosto das risadas escancaradas, histórias bem contadas...
e seus finais surpreendentes.

eu espero o plâtonico infundado,
uma certa ironia, e o descontrole eminente.

eu gosto dos sem juízo, gosto do chão liso...
pra cair e levantar.

eu quero é a descoberta, quero deixar a porta aberta...
esperando que você, pela minha janela, escolha entrar.

26 de jun. de 2009

ilha trocado.



de repente,
não mais que de um repente...
eu sinto,
muito!
faça como quiser,
entenda como lhe convir.
mas eu vou continuar sentindo,
muito.

18 de jun. de 2009

ameaça.



eu digo, pito e repito: basta! pra longe com todas as tuas formas de mostrar que você ainda tá por aí. mais, que todas as outras muitas vezes, hoje eu não quero e não vou me importar.
você pode adoecer, pode empobrecer... mas agora, de uma forma ou daquela outra, eu vou é te esquecer.
grande coisa, todo o teu charme e sorriso maroto. eu não me importo... quem eu quero, é outro.
hoje basta, por que eu aprendí a me bastar!
nascí completa, tua presença não vai mais me afetar.
é minha escolha, tá feita. por isso, afasta! todas as mil maneiras que você encontra, de me encontrar.
eu não vou mais me esforçar, não vou mais pintar meu sorriso de amarelo, eu não vou mais te suportar.
então some, desaparece da memória da minha vida. você já passou tempo demais por aqui... já tá extinta a minha demagogia. não sei mais o que é cordialidade!
portanto, arrasta contigo todas as tuas multifaces e a tua superioridade.
eu digo, re-ascendo meu apagado pito, e de novo repito: basta!
se toda paciência tem limite, a minha tá muito gasta.
se quem avisa amigo é, aceita isso como uma ameaça.
não respondo mais por mim. vá embora! se existia um tempo certo pra você ir, definitivamente passou da hora.

1 de abr. de 2009

devolve, ladrão!


caiu, abril. a ficha, a noção do que vai dar.
teu sorriso, chameguento,
teu abraço moagento,
e o teu charme? não aguento.

caiu e abriu. a ficha, a noção, a idéia do que já deu.
teu andar todo esquisito, teu cabelo tão bonito, o teu jeito de me olhar.
o lacinho que não dá, no teu sujo allstar.

já caiu, descobriu, sem precisar se esforçar.
um moleque tão levado, debochado, malcriado,
um beijo, acabou de me roubar.

pouco a pouco conquistando,
com jeitinho, mineirinho,
foi levando...
os meus pés à flutuar.

tributo



não. mulheres não choram.
não, mulher... não chore mais.
pega teu rebanho, ao primeiro raio da lua,
e segue teu caminho, mulher.
por que não, mulheres não choram mais.

apaga teu passado, a cada passo que dá.
balança a tua criança, pro teu senhor não acordar.

segue teu caminho, vai se embora,
vái! agora...
por que não... mulheres não podem mais chorar.

foi embora, é passado,
já passou aquele tempo,
que o suor do teu senhor,
tinhas que secar

não mulher, a outra face?
não vais mais dar.
e o egoísmo?
não vais mais aceitar.

não, mulheres não choram,
não imploram mais.

vais com o tempo,
à luta, à lutar.
o teu rebento, sozinha, educar.

mas não, não chore mais.

23 de mar. de 2009

retrô?cesso!



sentimentozinho féla. uma vontade de abrir os teus olhos, e bater na tua cara com as verdades que você insiste em negar.
vontade de gritar até a voz acabar, gritar que nesse jogo, quem tá perdendo é você.
vontade de pintar o teu egoísmo, no teu espelho.
aquele que, no lugar do músculo, tem pedra. envolta por camadas, por máscaras.
mas a quem você esta enganando?
subiu?
mas e agora, em quem você está pisando?
e agora, que você não está precisando?
ânsia.
asco.
todo demagogo, todo boa praça, pinta e o caralho a quatro.
todo mil amigos... conta comigo... fé nos apegagos.
grande merda, todo esse balaio de clichês e falsas verdades e idades.
agora que, não te convêm.
pra puta que pariu, todas as tuas desculpas, disputas, tuas putas ou ex-putas.
pra longe, com toda a sua melosidade seletiva e a eterninade da tua amizade conveniênte.
sentimentozinho féla. é te ver perdendo tudo, te apoiando em outros muros, em queda emimente.
sentimentozinho féla, é te ver sendo injusto, egoísta e folgado, com os únicos paciêntes que na hora do aperto, ficaram do teu lado.
é ver tua mente mínima, minimizar-se ainda mais, com pessoas que de ti ainda riem por trás...
é ver a vulnerabilidade dos teus sentimentos, vontades e amores. ver hipocrisia nos teus olhos, sentir a promiscuidade absoluta nas tuas palavras.
sentimentozinho féla, é saber que aquele um, que já foi único pra muita gente, se tornou um qualquer. um filho da puta qualquer. que tem os olhos cerrados e colados ao próprio umbigo, que tem maldade nas palavras, pré e pós-julgamentos hipócritas, sermões e valores falso-moralistas. sentimentozinho féla, é ver um coração antes admirado, hoje sendo evitado.
pra longe, com todas as tuas explicações, exemplos e formas de se safar.
minha desculpa, meu perdão minha admiração, meu carinho? tarde demais pra recuperar.

17 de mar. de 2009

re-encontro-ar

nem desistir,
nem tentar.
agora babe, é tanto faz.
eu tô indo de volta pra casa.
pro meu sussego,
pro teu apego.
eu tô de volta, eu tô voltando.
mais forte, mudada...
mudando.

sai da frente, eu tô passando!
eu tô de volta, abre a porta,
eu tô voltando.
pro teu sussego, pro meu chamego.
pra minha eterna paz.

não pára, eu tô andando.
to passando... voltando.
acelera teu passo, sempre atrasado.
vái, sái da frente, eu tô voltando.

eu já cheguei, meu acampamento re-armei.
minha fogueira acendi.

eu to voltando, eu vô voltar.
à ativa, à amar.
se eu to voltando, amigo...
é pra ficar.

5 de mar. de 2009

máquina do tempo.




um aperto, um suspiro e várias saudades.
daqueles sonhos que eu deixei pra trás.

um aperto, uma vontade e nada mais.
de voltar no tempo, de recomeçar.
de fazer diferente, e o presente? mudar!

um aperto, um suspiro, várias saudades,
das falácias que não falei,
das erratas que não publiquei,
das escolhas que não fiz.

um aperto, um suspiro, e uma saudade,
das pessoas que não perdoei,
do destino que não aceitei,
do abraço que não sentí.

da pessoa que não fui,
da verdade que afastei,
da oportunidade que tive
e pra sempre perdí.

28 de fev. de 2009

orgulho blue.


ao som de blues, fora. mas em casa. ela, escuta palavras incentivo.
ela, te vê em todos os descolados da cidade.
ela, ao som de blues, lembra dos planos que afundaram, daquele quem sabe, que não é mais certo...
ela, ao som de blues, lembra de você. bebe uma cerveja, duas, quatro, seis.
ela vê casais, e lembra daquilo que costumávam ser.
ela, hoje duvída até do que já foram.
ela, mas só ela sabe. ela sorri por fora, mas sente, mas quer, mas tenta, você por perto.
ela, ao som de blues, volta pra casa, sem o último cigarro, sem a última música, sem o último e melhor boa noite.
ela, escuta blues e lembra de você. do seu jeito engraçado quando canta eric clapton, ou quando dança o rock a billy.
ela lembra, que te quer e sempre quis por perto...
mesmo que não seja mais certo, mesmo com o futuro incerto.
ela, diferente de todas as outras vezes, com coração machucado...
mas aberto.

clichê infantil.



hoje, ele sorriu de maneira diferente. e o olhar, antes perdido, havia encontrado.
os passos antes longos, hoje amanheceram apressados.
o abraço esfriou, a boca não beijou, a verdade apareceu.
então, se escutaram por minutos, fingiram se importar.
hoje, eles vão sair sozinhos. cada um com sua culpa a arrastar.
hoje, a distância sufocou o que nem o destino conseguiu juntar.

25 de fev. de 2009

malandroé.



cuspiu pra cima, caiu na testa. e a saudade, é o que te resta.
se coxilou, cachimbo caí. se dúvidar, tú também vai.

malandro é o pato, que nada sentado,
com seus dedos juntos, onde não entra aliança.

malandro é o gato, que já nasce bonado,
com sete vidas e abigodado.

malandro é currupira, entra no jogo, só pra ganhar.
e quando faz gol, é só de calcanhar.

malandro é malandro, o josé é o zé.
manoel, é mané.

cuspiu pra cima, pegou na pomba.
é sempre do lado mais fraco, que a coisa tomba.

tá nervoso? maracujina!
em rio que tem piranha, nado de barriga pra cima.

cuspi pra cima, caiu na testa.
é essa rima, o que me resta.
eu só quero, o que não presta...
daqui pra frente, minhavida é festa.

15 de fev. de 2009

nossointeiro.




eu procuro, me entrego e permito.
te estudo, reviro, acredito.

eu sinto, que.
você sente, vê.
sinto você.

te pego, te mostro,
me arrisco, petisco,
te provo.

te espero um mês,
ou menos, talvez.

te quero, tolero saudade.
você que completa,
o nosso inteiro, com a sua metade.

12 de fev. de 2009



um acordo, um pacto.
um certo, dois errados.

um perto outro longe,
metades de um inteiro qualquer.

um mês, uma vez.
uma semana, talvez.

nossa certeza, um rude contraste,
um sentimento, quanto me beijaste.

um longe, um perto.
dois errantes...

dois distantes, mas perto,
contrastantes, mas certos,

de que póde, e faremos funcionar.

5 de fev. de 2009

completa mente.



me desculpem, os com juízo.
que da vida nada sabem.

que aos desejos, não se entregam, e
a saudade, sempre negam.

os ajuizados, que me perdoem.
perdí, matei o meu juízo.
hoje ando no chão liso,
pra cair e levantar.

quer saber?
que perdão, que nada.
eu sou mesmo culpada.
uma completa.
uma mente desajuizada.

28 de jan. de 2009

êédepartida.



um nó,
e só.

tão só...
ao pó.

um nó,
não nós
não mais,
a sós.

ainda lêmbro, mas
passou.

foi embóra.
marcou.

nunca mais,
não mais
voltou.

agóra,
é hóra de ir embóra.
começar vida nova, mundáfóra.

levar as malas, prum fusca la fóra.
com ou sem seu adeus,
agora eu vô MÊSMO embóra.

14 de jan. de 2009

reviraêvolta.

pisca o olho e passa o tempo,
o meu momento, já não é mais o teu.

num estalo, foi embora
o teu olhar atento, que já não quer mais ser meu.

num segundo, passou da hora,
acordei foi tarde, o que foi que aconteceu?

a minha sina, é aceitar que a minha vida,
o teu amor, de vez perdeu.

16 de dez. de 2008

lacuna



você não sabe o quanto eu caminhei,
quantas tormentas enfrentei,
pra chegar até aqui.

você não sabe,
nunca soube, nem vai saber,

as cicatrizes que escondo,
as feridas ainda abertas,
as verdades que ouví.

carrego comigo, falso, frágil sorriso,
passos em chão liso,
meus laços, nossos laços, sem teu abrigo.

você não sabe, nem um terço das verdades,
que por outra boca, acabei por escutar.

você não sabe, nem nunca vai saber,
daqui pra frente é continuar,
seja com, ou sem você.

14 de dez. de 2008

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles


____________________________

Inspiração.

eu não tinha,
esses sonhos impossíveis.
as lembranças às traças,
esse orgulho, rasgado.

eu não tinha,
esses olhos já tão secos,
tão fundos...
imundos.

pés tão cansados,
de um caminhar já sem fim.

eu não tinha,
tantas dúvidas, medos e saudades.

não tinha,
essas verdades doloridas,
esse ar que já me falta,
um abraço que não volta.

hoje tenho, um caminho que não sigo.
o papel como amigo.
um reflexo que não vejo.

hoje paro, em frente ao meu espelho
me vejo vestida de saudade,
de vontade
... e desespero.

12 de dez. de 2008

simula ação

olhos de cigana, oblíqua e dissimulada.
afogados na ressaca, de ressaca e rancor.
olhos de menina, de afago, amargor.

olhos mareados, recheados com poesia.

olhos de janela, que escacaram nova luz,
luz do dia.

que superam, não adoram...

devoram.

decifram, devoram.

não mais choram, percorrem infinitos de mares,
de sonhos, delírios e desejos.

olhos, mareados.
profundos, profanam a tua existência.

eminência do teu ter.

olhos, de cigana.
oblícua e dissimulada.
afogados na ressaca, de ressaca e rancor.
olhos de não mais, de adeus menina,
de mulher.

simulam a certeza em ressacas e tormentas de dúvidas.

afagam medos escondidos, desejos proibídos,
você.

abraçam o incerto, nova paz, de nunca mais preto e branco.

olhos de cigana, oblícua e dissimulada.
por fim, enfim...
afogados em um mar,
só meu.

10 de dez. de 2008

sem platéia




tudo claro, claríssimo.
tudo agora faz tanto e tem, sentido.
ruma pro norte, desprende da sorte... espera pela.
mãos que veneravam, hoje facas atiram,
de um pós julgamento tardío.
refeito, suspeito.
olhos que procuravam, hoje escondem um orgulho que feriu, ferido.
sublime saudade, morta as facadas daquele atirador.
palhaço medroso, mágico vaidoso, equilibrista asqueroso.
começa uma luta para sobre os pés ficar, fixar,
na linha das verdades escuras, dos sentimentos mentidos nemtidos.
dos abraços contidos.
hoje, olhos que enxergam mas veêm, além de você.
foi preciso outra boca dizer,
pra verdade que esconde, enfim aparecer.
foi preciso esconder, mentir, maldizer.
tudo claro, claríssimo.
pro orgulho, se render.
pra resposta aparecer? esquecer.
vejo, claro. o que de preto pintou...
vejo além da fantasia que criei, dos sonhos que nem sonhei,
dos olhos de verdades que não ví.
vejo, claro!
a brincadeira que fui, o tempo que esperei.
hoje, clareou.
e finalmente, o circo armado, fechou...
tua luz, apagou.
tua redoma, quebrou.
meu olhar, sempre cerrado e negro, enxergou.

2 de dez. de 2008

atua ação



máscara que cai, passado quescondeu,
hoje mostrou, outro você.

um elo da corrente, tão gasta.
minha vontade, me basta.

meu querer, poder.
meu prazer, suado.
esquecer, atrasado.

passo, dado.

passa você...
passa a esconder.

uma sombra, uma mancha,
um caráter.

tua foto, já cortada.
entrelaçada no meu álbum do não mais.

não mais fantasmas,
nem verdades não ditas.

não mais metades,
desvios, nem esmolas.

máscara que cai, lembrança que vai.
não volta.

solta, pro vento,
meu olhar antes atento,
que procurava você...

sem saber, sem entender,
sem conhecer,

por que e pra que...
nem o que fez você,
atrás dessas máscaras
se esconder.

(só) fim.



hoje sinto amargo, tudo aquilo que era doce.
escuto aquela música, já foi nossa?
antes fosse.

já não sinto mais o cheiro,
do teu beijo indiferente.
já não quero mais o teu toque,
teu carinho tão ausênte.

hoje sinto fria,
tua palavra antes quente.

já não sinto mais saudade,
agora vejo, abrí os olhos, conhecí realidade.
grande ego, modelam teu complexo de superioridade.

hoje sinto tempo, que passou tão tarde.
sinto asco, descobri falsa verdade.

hoje te vi passando. virar passado.
hoje, sinto amargo... tudo aquilo que foi doce.

olho no espelho...
vi alguém que já foi tua.
lembro de estória,
falsas verdades,
e dos teus esconderijos.

hoje sinto amargo, tudo aquilo que imaginei doce.
antes fosse.
ah, antes fosse...

27 de nov. de 2008

fim de noite.



antes que meu sol te esqueça.
antes que teu dia anoiteça,
e que o supostamente evitável, aconteça.
antes que eu te perca, nos mares, tempestades e furacões.
antes que você suma, se esconda, me assuste.
que se torne passado, se embrenhe em labiritintos,
de um coração ofegante, cansado.
antes que você me canse, antes que eu me canse.
que eu decida, que me jogue, me lance. bem alto e sozinha.
antes que eu acorde. solte falsas correntes e laços.
antes que eu mude, não mais te escute.
antes que termine o dia, só por aparecer... apareça.
não que você mereça, mas mesmo que eu não queira,
é você, só você na minha cabeça.



-calabocasaudadecalabocacoração.-

25 de nov. de 2008

fim de tarde.


a tua viagem, secreta mensagem, que vem lá de longe.
a tua imagem, pra mim é miragem, queima e se esconde.
a tua saudade, meu medo? bobagem!

teu dia, noite fria... e nada mais.
meu papo aberto, escondido, incerto, que cansei de ouvir.
saudade nao morta, olhos na janela, ouvidos na porta, que cansei de abrir.

meu tempo, tão cedo.
teu tempo, tão tarde.
mas se arde, esperança! coragem, covarde!

levanta-te e olha, com a cabeça erguida,
o teu destino, tua vida, pelas tuas costas passar.

abre teu olho, e foge da verdade. nega a saudade, esconde muito mais que a idade, e a falsa ideoloia e falsa escolaridade.

orgulha-te das tuas próprias desfeitas, jamaisfeitas e malfeitas também!
joga no papel só aquilo, que por ventura, lhe convém.
esquece o passado, só vive o presente... que o futuro, já vem.

escuta o senhorío, e sempre... sempre diz amém.
para, e se olha no espelho, até hoje... o que você tem?
será, que por um acaso da vida, você é capaz de ir além?

será que você sabe, por que vem?

mergulhe de cabeça, me prove, me envolve.
me mereça, estude...

deixe, que o final e naturalmente aconteça.

acredite, permita.
me pega pela mão, e quando necessário...
me convença. me cura qualquer doença.

faça questão da minha presença.

por que você nao simplesmente,
deixa que o teu sentimento,
transpareça...

antes que meu sol te esqueça...
antes que o teu dia, anoiteça.

19 de nov. de 2008

teu gôsto, que eu gósto.



gosto do passo
passado, atrasado, amassado.
gosto que tem,
que saudade que vem.
e mata, e morre.
gosto que traz,
nova paz.
gosto que mata,
meus medos, e saltos pro nada.
gosto que esconde,
mal gosto.
gosto que tem,
desgosoto.
gosto de você,
gostado, gastado,
teu gosto, que gosto.

3 de nov. de 2008

brisa da madrugada.



longe de um mundo que criei ideal,
perto, ao lado, do certo, do peito aberto.
dum mundo concreto...

um agora sem volta
uma árvore que queima
uma luz que apaga
um sorriso que não cala.

perto de uma nuvem que voa longe
um mar de sentimentos e vontades
aquelas tardes...
sublimadas às felicidades.


intensidades, e o extinto complexo de inferioridade.

longe dos lamentos, dos tormentos,
das inseguranças mais bobas,
dos medos infundados.

perto do ao lado.
perto do de dentro.
perto do colado, selado, amado.

perto do retorno.
transtorno, adorno de emoções.

dentro de frio,
calafrio,
do suspiro,
do meu tiro...
do meu salto mortal.

longe, do ausente,
de um passado, que falta que sente.

longe da falta, longe do fim.

perto do pra mim,
à mim, por mim.

perto e com saudade,
perto e com vontade,
perto e ao lado,
perto e
você.

perto do que se vê,
você vê, você sente,
eu que sei.

eu que sinto,
não minto, também.

longen de um mundo que idealizei,
que abandonei, aboli, esquecí.
que viví.

hoje eu ví, te sentí,
percebí.

flutuei por aí.
pelas luzes,
ventos, caminhos, trajetos e ruas solitárias.

sublimando a felicidade,
na nossa cidade,
sintonia.

sorrindo então,
boa noite então.

por favor, cala a boca coração.

28 de out. de 2008

sublime


um medo do novo, e só.
um sorriso, uma torre,
varias cores.

uma rua, duas ruas,
e vem, chega, vai,
mas deixa

não só.

uma sorte, um acaso,
um arrepio.

um quente, no frio.
um olhar, no vazio.
uma música, no aberto.
um incerto.

um beijo que é esperado,
caminho que é traçado,
ontem, superado.

um abraço na hora certa,
uma saudade que aperta.

uma rima, que soa música.

novos ares,
novos medos,
um frio na barriga,
um suspiro,

e só,
é só,
você.

21 de out. de 2008

saúde.

brido à vida, os novosáres e o coisêtal.
à palavra brincada, à minha face anteriormente trincada e aquela roupamassada.
brindo os meus prazes, às minhas saudades, e o teu complexo de superioridade.
brindo, de copo cheio, a simplicidade, aquela verdade que só depois descobri.
brindo à casa cheia, brindo indo, pra não voltar.

eu brindo, às minhas fases, os suspiros de ontiatarde, e algumas vitórias.
os meus agoras, os repentes e a lua.

brindo pra esquentar um agora já bem quente.
brindo às flores que enterrei, os murros que eu dei, em minha propria face.

brindo um acordar, brindo um sorrir antes de dormir.

brindo o aviso, resquícios do chão liso
onde eu insistí em pisar.

eu brindo , depois bebo.
toda essa paz, que criei, cultivei pra mim.
não paro enquanto a garrafa não chegar ao fim
me embriago das emoções,

dos clichês, dos paetês... e das respostas pros meus tantos porquês.

eu brindo e bebo.
que toda essa antigapaz, que eu cultivei, criei pra mim...
de verdade, não tenha mais fim...

eu brindo à coragem,
à moagem, e até aquela sacanagem.

eu brindo, eu brinco até o fim.
pra mostrar porquêvim...

me reerguer, me merecer...
me permitir...
eu brindo. eu brindo e bebo até o fim.
eu brindo, em minhomenagem.
brindo, pura e simplesmente
à mim.

10 de out. de 2008

brisa invisível.

pára. olha.
vê?
você vê?
sente?

pára. olha.
repara.

você consegue sentir?
meus pensamentos indámil por hora?
consegue sentir meu cheiro na brisa láfora?

você consegue sentir,
meu coração, agora refeito,
indêmbora?

pára. olha.
você consegue perceber?

palavras, jogadas, sem o mínimo valor?

consegue esquecer,
do sabor da ausência, dá úlcera de um quase,
do frio do nãomais?

pára. vê?
vê que o poder já é outro.
que a fonte, a enchente,
que afogava e nutria meus medos,
hoje, secou à luz da chuva.

repara. pára, de novo.
e entende.
se insuficiente, se presente ausênte...
é pouco. é demais.

pára. repara.
vê? você sente?

eu sinto. eu vejo,
com olhos cerrados.
olhos que cortam a metade, ao meio.
tato que aguça, janela que abre.

janela que esconde,
que fala que sente.
que esquece mas lembra.

pára. olha.

vê?
então sente!
mais clichê, impossível,
porquê hojêutô invisível
e é só pra você.

6 de out. de 2008

fiz poema.

nem feliz, nem triste...
poéta.
às vezes, um pouco proféta.
que boca maldita que tem
que olho bendito que vem
que fica... e vai.
não volta.

não fiz
nem triste, nem feliz
o poéta.
que sabe,é proféta
e é sempre mais.

que detém o dom da palavra
que quase fere, com fixos olhares,
meus mares, ressacas, saudades, egoísmos e erros.

o poéta, que com as mãos já falou.
toques de nuvens
que tiram do chão.

o poéta, que devasta
e arruma uma vida,
que bagunçada vida.
que organizada que fica.

que solitária, portanto.

o poéta, que de asas precisa
que amigo que foi.
que amigo que é?

um poéta, que me rendeu suspiros
nos papéis, alguns tiros.
nos olhos... lágrimas.

um poéta. e depois dele, só.
só palavras mais soltas
palavras libertas

de um coração que cicatriza,
que falta que sente

da poesia e música, daquele poéta... às vezes proféta.

que tudo transforma.
e hoje à sua casa retorna.

não volta. não sente. não fala. não mente.

nem triste, nem feliz.
ele foi um poéta que meu, fiz.

e hoje, sou nem triste, nem feliz.
só me sinto, de poéta, uma quase aprendiz.

25 de set. de 2008

iminência.

acordar em dia frio,
olhos colados e calados,
vazios e transbordantes.

o silêncio grita em ouvidos calejados,
os toques soam como socos,
o estômago revira como arrepios até a espinha.

uma cama vazia apertada
lamenta uma ausência recente,
de um ontem, sempre presente.

concreto.

mãos que quase sentem o cheiro,
quase doce da amargura.

passos quase dados,
braços quase atados, dasatam a procurar.

sentir-me,
e só.

relógio parado
nostálgico

que insiste em tiquetaquear lembranças.
na boca, um gosto da música.

tua, que se desfaz minha.

sentidos que afloram de um labirinto
de noções e instituições
que, falídas e malfaladas,

nem sempre... falam.

orgulhos? temores destruidores.
destino vivendo por si só.

e o inevitável
antes inutilmente evitado.

surge.

e, antes tarde do que nunca...
medo.

24 de set. de 2008

é nunca cedo.

mãos do querer
do queimar
do não ter.

olhos da ressaca
da saudade
do incerto
do ao lado
mas não perto.

palavras dilaceradas
silêncio dilacerante

ausência.

um ontem presente
lembrança ausente

aperto.

toques
socos e murros.

coração do sentir
do limitar
do esquecer
mas sempre lembrar.

cicatriz.

um tempo passando
ainda que tarde...

esperança nãodita
que grita

é sempre cedo?

21 de set. de 2008

águas de setembro.

é pau. é pedra.
mas, é o fim do caminho?
é um obstáculo, é um paredão,
é um ponto sozinho?
é uma vírgula, é uma continuação.
é um teste, uma prova.
fui aprovada, ou não?
é saudade, é casquinha
é o frio no verão.
é uma promessa,
uma dívida,
com o meu coração.
é um terço, é um quarto.
é um quinto sozinho.
é metade que eu sigo,
de um longo caminho.
é vontade, é um sonho.
é sentir-me sozinha.
é o novo, um começo
é a grama do vizinho.
é o verde, o azul
de não mais preto e branco.
é o querer, o poder
é o enxugar do meu pranto.
é o nunca mais, até logo
um adeus, já nem tanto.
é um eu por inteiro
e do chão, me levanto.
é permissão, que me dou.
e pro céu, é que eu vou.
infinito, remando.
pro infinito andando.
infinito, sentindo
o infinito, procurando.
é pau. é pedra.
mas não, não é o fim do caminho.


adaptado por atademos jéssika.

16 de set. de 2008

bocatua, vontademinha.

tua boca.
tem veneno.
que vicia
que confude.
que transborda.

tua boca
tem gosto
que chama
que ascente
chama.

uma boca
que é remédio
que é doença
e cura.

boca que ensina saudade
que tira sorriso
que cala
que sente.

que faz.
desfaz.

boca que traz
à tona
mar de sentimentos e rios de confusões

boca que machuca
que falta
que estuda
e que sabe.

boca.
não só boca.
boca, que se faz em corpo.

que entende
que não promete
e cumpre.

boca que tem poder.
palavras.

boca, que quando distante.
é boca que falta
que faz.

boca, que quando perto
é viagem
que leva.

céu, inferno.
segundos.

boca, que é tua.
na boca que é minha
é tudo que eu tive
mas na verdade, não tinha.

_____________________________________________

palavras, antigas ou não...
que, ao serem jogadas procuram fazer algum sentido.

(nem sempre conseguem)

J.A.

12 de set. de 2008

ad infinitum, significar.

até o infinito.
mesmo se a perna bambear, se a voz fraquejar.
eu vou até o infinito.

com pausas, talvez, pra descansar.
o folego recuperar.
mas sempre e pra sempre continuar.
infinitamente, até o infinito.

se nas minhas escolhas eu não acertar,
se do meu caminho eu desviar...
não importa.

sempre, ao infinito.
meu ciclo natural continuar,
meus medos enfrentar,
minha cabeça levantar, e rumar ao infinito.

minhas metas traçar,
amores aprender a amar,
passado enterrar.

do dispensável esquecer,
aprender a olhar, e realmente ver.
diferentes pontos de vista, entender.

me permitir, quem sabe sonhar.
na minha capacidade acreditar,
da minha sorte, não depender.

minha coragem exercitar,
meu coração, ensinar a falar.
meu coração, ensinar a calar.

minha vida, organizar.
sorrisos, eternizar.
algumas lágrimas, esconder.

até o infinito viajar.
os pés no chão, aprender a colocar.
mas algumas loucuras cometer.

aceitar algumas imposições,
contrariar outras decisões.

por mais longe que possa parecer,

cansativo que possa se tornar,
eu de verdade não vou mais me importar.

meu barco até infinito eu vou levar.